No início, a Defesa aplicará um controle de segregação para ocultar o ativo ou torná-lo inacessível. Ela também pode tentar influenciar o caso de negócio da Ofensiva através de controles de dissuasão, reduzindo os benefícios percebidos do ataque e/ou aumentando os custos percebidos e a ameaça de uma reação defensiva.
Por exemplo, se somos a Ofensiva com o objetivo de suplantar um concorrente em um nicho de mercado específico, o concorrente (a Defesa) pode tentar ocultar seus dados de clientes principais, proteger canais de distribuição ou garantir parceiros através de acordos exclusivos, tornando o mercado-alvo menos acessível e reduzindo a atratividade do nosso caso de negócio.
A Ofensiva, por outro lado, pode tentar contornar as barreiras de segregação, aumentando seu conhecimento sobre o ativo e a Defesa, coletando pacientemente insights passo a passo, como um observador habilidoso que aprende padrões de comportamento antes de planejar um curso de ação. Em nosso exemplo, isso poderia envolver aprender gradualmente como o concorrente opera — entendendo sua estratégia de preços, métodos de aquisição de clientes e fraquezas operacionais — para que possamos elaborar uma estratégia de entrada mais eficaz.
A Ofensiva também pode ser encorajada por uma cultura de experimentação dentro da empresa a desconsiderar as medidas dissuasivas da Defesa. Em nosso cenário, uma cultura que recompensa a experimentação pode nos levar a testar táticas de marketing não convencionais ou pacotes alternativos de produtos, mesmo que o concorrente tente desencorajar novos entrantes através de preços agressivos ou pressão contratual sobre fornecedores.
A Ofensiva também pode lançar um ataque não convencional que permanece invisível, tendo sucesso simplesmente porque a Defesa nunca reconhece que o jogo começou. A capacidade de detecção, portanto, torna-se um ativo defensivo crucial. Na prática, isso poderia significar entrar no mercado através de um novo segmento de clientes ou um canal indireto que o concorrente negligencia — permitindo-nos ganhar tração antes que a Defesa perceba que sua posição está sendo desafiada.
Uma vez que este "jogo do conhecimento" está em movimento, o resultado depende da força relativa dos recursos e capacidades de aprendizagem empregados por ambos os lados. Se duas empresas estão competindo em um segmento de mercado, o provável vencedor é aquele que primeiro compreende as necessidades emergentes dos clientes e antecipa os movimentos dos concorrentes. Organizações construídas para aprendizagem e transferência rápida de conhecimento, como organizações fractais, possuem uma vantagem estratégica.
Mesmo depois que o jogo é jogado, a Defesa ainda pode recuperar parte da perda através de controles reativos, enquanto a Ofensiva, se tiver preparado múltiplas opções, pode seguir o caminho mais vantajoso (uma forma de pensamento de opções).
Habilidades sólidas de gestão de stakeholders são essenciais para ambos os lados: a Defesa tentará minimizar o impacto reputacional, enquanto a Ofensiva buscará aproveitar as vitórias iniciais para construir impulso e fortalecer o apoio dos stakeholders. O concorrente ainda pode tentar reconquistar terreno melhorando sua oferta ou se engajando em comunicação defensiva. Da mesma forma, vitórias iniciais no nicho-alvo podem nos ajudar a garantir apoio interno mais amplo de stakeholders, investidores ou parceiros, permitindo expansão adicional.